Nunca Mais?
EM 27 DE JANEIRO DE 1945, a frente da 322ª Divisão de Caçadores do Exército Vermelho vinha dar no complexo alemão de Auschwitz-Birkenau.
Era uma indústria. Fazia produtos químicos para a gigante alemã IG Farben (a Bayer. "Se é Bayer, é bom") e cadáveres. Reciclava bens de uso pessoal como roupas, óculos, sapatos, malas, carrinhos de bebê, escovas, próteses (as dentárias, de ouro) e cabelos humanos. Os insumos eram os considerados "intoleráveis" pelos Senhores Alemães. Quase 90% judeus; os outros 11, 5% distribuídos em categorias que variavam de ciganos, nacionalistas ou comunistas poloneses, homossexuais, religiosos e outros grupos.
O grosso era "processado" imediatamente; uma fração de cada leva, o material menos depauperado, era poupada, a fim de executar o trabalho pesado do extermínio ou acabar de se exaurir na linha de montagem da futura Bayer, que alugava baratinho essa mão-de-obra quase imprestável. Arranjo] prático; era da IG Farben o pesticida Zyklon ("tzíclon") B, indispensável ao "processamento" dos recém-chegados.
Auschwitz foi a maior das centenas de unidades de "processamento" de intoleráveis. Visando essencialmente aos judeus, a maioria das instalações dessa rede de extermínio ficou na Polônia, país de expressiva população judaica, assim mitigando o problema do transporte até as fábricas da morte. A morte começava bem antes, na drenagem dos recursos dos judeus, suas moradias e eventual comércio, bem como postos de trabalho e bens de produção. No caso dos médicos, consultórios montados e aparelhagem. Na medicina o nazismo encontrou maior acolhida, pois o genocído era política de saúde pública.
Roubado em bens e direitos, isolado em guetos, para desaparecer, o judeu ia-se exaurindo no trabalho escravo, morrendo às dezenas por dia de fome, epidemias, tiro na nuca, esgotamento. As sobras abarrotavam vagões de gado rumo aos pontos finais dessa indústria de desmanche de gente, que operava também em unidades móveis de extermínio.
Quase 79 anos depois, já em seu próprio país, no Oriente Médio, judeus continuam alvo dessas unidades móveis, operadas agora por nacionalistas árabes, mas em sintonia com o projeto nacional-socialista de extermínio.
Era uma indústria. Fazia produtos químicos para a gigante alemã IG Farben (a Bayer. "Se é Bayer, é bom") e cadáveres. Reciclava bens de uso pessoal como roupas, óculos, sapatos, malas, carrinhos de bebê, escovas, próteses (as dentárias, de ouro) e cabelos humanos. Os insumos eram os considerados "intoleráveis" pelos Senhores Alemães. Quase 90% judeus; os outros 11, 5% distribuídos em categorias que variavam de ciganos, nacionalistas ou comunistas poloneses, homossexuais, religiosos e outros grupos.
O grosso era "processado" imediatamente; uma fração de cada leva, o material menos depauperado, era poupada, a fim de executar o trabalho pesado do extermínio ou acabar de se exaurir na linha de montagem da futura Bayer, que alugava baratinho essa mão-de-obra quase imprestável. Arranjo] prático; era da IG Farben o pesticida Zyklon ("tzíclon") B, indispensável ao "processamento" dos recém-chegados.
Auschwitz foi a maior das centenas de unidades de "processamento" de intoleráveis. Visando essencialmente aos judeus, a maioria das instalações dessa rede de extermínio ficou na Polônia, país de expressiva população judaica, assim mitigando o problema do transporte até as fábricas da morte. A morte começava bem antes, na drenagem dos recursos dos judeus, suas moradias e eventual comércio, bem como postos de trabalho e bens de produção. No caso dos médicos, consultórios montados e aparelhagem. Na medicina o nazismo encontrou maior acolhida, pois o genocído era política de saúde pública.
Roubado em bens e direitos, isolado em guetos, para desaparecer, o judeu ia-se exaurindo no trabalho escravo, morrendo às dezenas por dia de fome, epidemias, tiro na nuca, esgotamento. As sobras abarrotavam vagões de gado rumo aos pontos finais dessa indústria de desmanche de gente, que operava também em unidades móveis de extermínio.
Quase 79 anos depois, já em seu próprio país, no Oriente Médio, judeus continuam alvo dessas unidades móveis, operadas agora por nacionalistas árabes, mas em sintonia com o projeto nacional-socialista de extermínio.
Comentários
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Este escrevinhador se reserva o direito de detonar comensafada safados. Você é suficientemente grandidnho para ponderar com sensatez e não me vir com besteiras do tipo "criancinha coitada" etc. Não me irrite.