Israel nunca esteve tão bem
DIAS ANTES DO 7X, postei que "Israel nunca esteve tão bem". A chacina que se seguiu, longe de contrariar essa percepção, confirma-a. Se o 7 de outubro prova alguma coisa, é o desespero do terror organizado perante as sucessivas conquistas diplomáticas de Israel no Mundo Árabe.
NA OCASIÃO eu disse que a liberdade política no Oriente Médio vai se escorar em quatro pernas. Cada um desses alicerces não faz sombra aos outros, tem sua própria esfera de interesses e sai lucrando com a prosperidade dos demais. Que alicerces?
Primeiro, a Arábia Saudita, preenchendo as aspirações políticas dos sunitas. Sem os sauditas, o islã sunita pode ser seduzido por juras de califados do tipo Daêsh. Ruim com a monarquia saudita, pior sem ela. Ajuda a conter a Irmandade Muçulmana e outras utopias infernais dos árabes.
Segundo, o Egito. Preenche as expectativas do laicismo militarista, ainda tão vivo na região. A mão forte da ditadura egípcia, contendo a ferocidade delirante dos irmãos muçulmanos, estabiliza a sociedade mais populosa da região, impedindo que o Egito se torne a sucursal do Inferno. Não é boa, mas é muito necessária.
Terceiro, a restauração da monarquia persa, fazendo no Irã o que o militarismo faz no Egito: repressão duríssima à ferocidade místico-religiosa dos Aiatolás com ambição política. O Irã democrático se torna um pesadelo global, porque a militância dessa furiosa utopia mística tem um apelo imenso junto às massas. Entre a barbárie que contém e a barbárie que solta a franga, vamos preferir sempre a primeira. Portanto, o terceiro alicerce é um Irã governado pela dinastia Pahlavi.
Finalmente, um Israel estabilizado, desembaraçado dos "palestinos". Se Egípcios, Sauditas, Iranianos e Israelenses fecharem, os sírios terão de engolir, o Líbano vai ter que enfiar o rabo entre as pernas e todos caçarão juntos o jihadismo que, sob várias máscaras, inferniza e inviabiliza politicamente o Oriente Médio.
Foi dizer isso e presenciar o canto do cisne da tal barbárie utopista delirante. A fera ferida urra, mostra os dentes, dá os arrancos finais da sua agonia. Com o futuro às portas, o presente deve ser resolvido sem medo, sem vacilação, na sintonia desse amanhã.
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Este escrevinhador se reserva o direito de detonar comensafada safados. Você é suficientemente grandidnho para ponderar com sensatez e não me vir com besteiras do tipo "criancinha coitada" etc. Não me irrite.