HAMAS MASSACROU SIMPATIZANTES e apoiadores judeus dos "palestinos"

QUEM MAIS SENTIU O GOLPE da chacina de 7 de outubro foi a esquerda israelense. Tendo muitos dos seus membros residindo em kibbutzim (assentamentos) perto de Gaza, os ativistas da esquerda israelense jamais esperariam que seus protegidos "palestinos" (*) lhes invadissem as comunidades drogados, pesadamente armados e dispostos ao estupro, à incineração de israelenses ainda vivos, ao assassinato de pais diante dos filhos pequenos e de crianças perante os pais reduzidos à impotência. A barbárie dos "oprimidos" veio bater à porta dos grupos judaicos habituados a cuspir no sionismo e a lutar com unhas e dentes pelos direitos dos "palestinos". 

-- Graças a D'us, os meninos foram resgatados e voltaram! Graças a D'us, Bendito Seja D'us! -- exclamava a senhora, em lágrimas, no programa de TV israelense do tipo talk show estilo "pinga-fogo", ou seja, barra pesada. A jornalista foi incisiva:

-- Mas a senhora faz parte de um assentamento de um importante movimento de esquerda, crítico de todos os governos de Israel, anti-sionista, anti-religioso e cuja bandeira é a paz a qualquer preço! Não acha incoerente se agarrar agora à uma gratidão a D'us?

-- Minha filha, eu agradeço a qualquer poder que tenha possibilitado o retorno das crianças que nós já dávamos por mortas. Eu não estou nem aí se esse poder se chama D'us. Vou agradecer eternamente!


O HORROR QUE NOS UNE

Israel está irreconhecível. Pela primeira vez, em muitas e muitas décadas, há claríssimos sinais de uma unidade de sentimento e pensamento, desde os grupos mais religiosos até os movimentos da esquerda mais radical: a constatação da inviabilidade da solução de dois Estados e a renúncia a qualquer reconhecimento da legitimidade "palestina". Isso para dizer o mínimo. O rancor contra os "palestinos" é o sentimento dominante em Israel.

A maioria tem agora a sensação de que aguentou terrorismo demais; milhares de mísseis, ano após ano, contra suas cidades; o escárnio "palestino" dirigido a cada proposta de paz israelense, a duplicidade dos discursos bonitinhos em inglês, enquanto em árabe os líderes conclamavam à jihad, à guerra santa de extermínio aos judeus, em Israel ou em qualquer lugar do mundo. A sensação é de que a mão estendida demorou tempo demais aguardando a contraparte árabe. 


TERRITÓRIOS

A política de Israel sempre foi garantir territórios conquistados em guerras QUE NÃO PROVOCOU, guerras árabes de extermínio, enquanto não houvesse uma clara e definitiva aceitação do Estado Judeu não apenas pelos "palestinos", mas por todos os árabes -- e muçulmanos, por extensão. Enquanto isso não se dá, enquanto Israel permanece sozinho com a mão estendida, não cede nem cederá um milímetro sequer de território a uma gente que jura diariamente matar todos os judeus. 

"Quando Hitler disse que iria nos eliminar, o mundo não acreditou, nós não acreditamos, todos achamos que se tratava de exagero retórico. Não era: foi uma promessa feita a sério, em público e que Hitler fez cumprir escrupulosamente. Hoje, quando os árabes, "palestinos" ou não, juram nos matar, nós não nos damos mais ao luxo de ignorar a ameaça de extermínio".

O bordão que norteou a sempre relativa unidade nacional israelense, desde a década de 1940 até fins dos anos 1960, parece estar de volta aos corações e mentes dos judeus israelenses. Até quando? Até quando essas gerações que não conheceram o Holocausto sentirão a esmagadora materialização dessas permanentes "ameaças retóricas de extermínio" berradas do púlpito das mesquitas de um vizinho logo ali, a poucos quilômetros?


SURREALIDADES

Enquanto o choque de realidade desperta no israelense a constatação de que andava há muito tempo entorpecido, quase despreocupado em defender-se por seus próprios meios de uma invasão organizada, enquanto o governo demorasse a reagir, ao mesmo tempo em que sepulta definitivamente qualquer esperança de uma solução de dois Estados (o inimigo grita abertamente "Do Rio ao Mar"), as comunidades judaicas fora de Israel insistem no diálogo, na paz e permanecem na firme crença da viabilidade dos "dois Estados para dois povos". 

O problema é o diálogo. Não há. Os "palestinos" refugam. "Do Rio ao Mar" é palavra de ordem e as instituições oficiais "árabes-palestinas" rasgam os acordos de reconhecimento mútuo e se referem a Israel como "israel", entre aspas e em caixa-baixa, óbvia deslegitimação não apenas do Estado Judeu como do próprio povo judeu, cada vez mais ameaçado por atos terroristas. O resultado é um monólogo em que as entidades representativas das comunidades judaicas, fazendo-se de surdas, insistem em vender para o público não judeu e empurrar para a mesa do adversário "árabe-palestino" uma agenda de paz surrealista. O judeu fica sozinho falando em paz e dois Estados, enquanto partidos socialistas e "árabes palestinos" fazem coro ao meio acadêmico na palavra de ordem "Do Rio ao Mar", ou seja, a total supressão do espaço físico do povo judeu, mais conhecida por extermínio. 

Nos Estados Unidos, agredir e ameaçar judeu se tornou banal. As universidades, mesmo as mais elitistas, se tornaram centros de doutrinação terrorista. Recentemente, a reitora da própria Harvard sustentou que palavras de ordem exigindo o completo extermínio do povo judeu deveriam ser relativizadas. "Depende do contexto", tentou justificar a conspícua senhora afrodescendente, que tem razões de sobra para entender perfeitamente que uma ameaça de linchamento e morte é palpável. Basta que ela pergunte a seus avós.

Na Casa Branca, Joe Biden ecoa o monólogo das entidades representativas das comunidades judaicas e insiste na agenda de "dois Estados", como se o país que ele governa não estivesse cada vez mas parecido com a Alemanha dos anos 1920 e 30. O primeiro-ministro de Israel, Bibi Netanyahu já deu várias vezes a dica: entre os israelenses (tal como entre os "palestinos"), a solução de dois Estados está tão estuprada, degolalda, queimada viva quanto o reconhecimento mútuo. Israel apresenta todos os indícios de que finalmente comprou a moda lançada há muito tempo pelos "palestinos": agora é do rio ao mar, doa a quem doer.

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(*) - os Palestinos vão, doravante, deslegitimados como povo, pela minha pena, em represália à posição da representação oficial árabe-palestina no Brasil, no sentido de grafar Israel entre aspas e em caixa-baixa, uma forma clara de deslegitimar não apenas um país, mas o próprio povo judeu. Enquanto havia algum respeito, eu respeitava em reciprocidade. Estilhaçado esse respeito, estuprado, degolado, queimado vivo, sequestrado e submetido a toda sorte de sevícias físicas e psicológicas, eu só posso responder: "palestinos" não existem. Inventaram a si próprios e jamais passaram de ficção de uma historiografia ditada pelo Partido Comunista da União Soviética e assimilada como dogma por uma intelectualidade tão hegemônica quanto servil aos partidos comunistas ou socialistas.

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