Guerra, paz e apaziguamento
A RÚSSIA QUER a Europa, começando pelo Leste. A China, o Extremo Oriente, começando por Taiwan e Filipinas. Os "palestinos" (aspas em reciprocidade) mais uma vez se uniram em ofensiva de conquista destinada a eliminar os judeus, para se "libertarem". O mesmo tipo de "liberdade" pelo qual ansiavam as massas germanófonas, há 80 anos: livrar-se dos judeus. Nicolás Maduro, o fantoche colombiano de Cuba que conversa com o pinto do falecido ditador da Venezuela, quer 70% da vizinha Guiana. O texto não muda: o vizinho está "me oprimindo"; devo eliminá-lo. Guerra de conquista, interditada pela carta da ONU, que vem sendo rasgada na última década.
Somos mais ou menos a quinta geração desde a barbárie nazista, a terceira desde Chernobyl e do refluxo da barbárie soviética. Nunca vimos guerras de conquista, senão as guerras de extermínio travadas contra Israel, que as venceu a um custo altíssimo, incluso o trágico hábituar-se à barbárie do mundo árabe, onde a vida humana, árabe ou não, é baratinha.
Somos filhos da guerra fria e da "baixa intensidade" bélica que corroeu confins da África, da Ásia e do Oriente Médio, onde a vida não vale. Abafada, a barbárie "de baixa intensidade aceitável" terminou por contaminar relações políticas. Nosso mundo de asfalto, eletricidade, supermercados, salários, saneamento básico nos parece sólido, mas a guerra que jamais vimos pode, ao cair das primeiras bombas, destruí-lo PARA SEMPRE. A guerra fede: o esgoto explode, contamina águas; a comida some, a sede tortura, defeca-se sem limpeza nem lugar certo, não há banho; impossível lavar o esperma dos estupros corriqueiros. A vida perde valor, vizinhos viram predadores cínicos, crianças aprendem a se prostituir. Eis a guerra que não conhecemos, a um passo apenas.
Escondemos o medo sob a obsessão da paz, o apaziguamento. A geração de 1914 preferiu não reviver o horror. Apaziguou. O resultado foi 1941. A ideia fixa da paz facilmente resulta na promiscuidade e na cegueira moral. Sempre mais vendável, a paz é, porém, ambígua. Todos os genocidas querem a "paz" da própria hegemonia.
A paz não é causa, mas consequência.
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Miguel Fernandes
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Este escrevinhador se reserva o direito de detonar comensafada safados. Você é suficientemente grandidnho para ponderar com sensatez e não me vir com besteiras do tipo "criancinha coitada" etc. Não me irrite.