Sexta, 20 de outubro de 2023
⓵ Parlamento Europeu endossa Israel e condena Hamas por 500 votos contra 21 e 24 abstenções.
⓶ Esquerda europeia ensaia não mais se alinhar automaticamente a autopiedade cheia de sadismo dos palestinos
⓷ Movimento inédito provavelmente se deve ao endosso de duas principais forças políticas do Levante a Israel: o Egito, representando os regimes militares laicos da região e a Arábia Saudita, paradigma das monarquias apoiadas na religião. Essas forças, a princípio conciliáveis, representam respectivamente o mais populoso país árabe e a nação árabe responsável pela guarda dos lugares santos de Meca e Medina. Ou seja, a exigência saudi-egípcia não apenas no sentido da repressão ao Hamás, mas do GENOCÍDIO PALESTINO, do extermínio físico dos palestinos, abertamente, dá a um mundo que acreditava ser Israel o demônio genocida do Levante a dimensão humanitária com que os judeus tentam administrar um problema sabidamente insolúvel (porque criado com esse propósito).
⓸ A esquerda latinoamericana e a imprensa mundial se mostram mais antissemitas do que os árabes ou as forças políticas da Europa, A tradição servil do jornalista e do socialista-amestrado cucaracha perante o império russo sai pela culatra.
⓹ A insurgência iraniana acena com um retorno da dinastia Pahlavi numa renovação liberal persa. A repressão pesada do antigo regime Pahlavi se deveu principalmente às ambições sovièticas na região, que culminaram na destruição do Afeganistão).
⓺ O futuro político do Levante, pode reservar ao quarteto Israel, Irã, Saudi e Egito a posição de pilares da estabilidade regional. Os lados desse quadrilátero reivindicam áreas políticas em princípio não-conflitantes, podendo cooperar.
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E o Catar? Testa de ferro da China?
É preciso acrescentar a esse comentário tão breve, escrito para o Instagram, a perspectiva de que EUA e UE agem em confronto direto aos interesses russos no Oriente Médio, uma Rússia que já se cria na África Central e tem os dois pés bem fincados na América Latina. A reação no sentido de um precário alinhamento EUA-UE-Israel-Egito-Saudi se dá em processo reativo à expansão russo-iraniana no Levante e à selvagem expressão do imperialismo russo, no Leste da Europa. Igualmente, as ondas de choque repercutem no extremo-oriente, onde a China vem demonstrando sede de sangue. Por fim, resta descobrir quem se serve do Catar como testa de ferro, porque a esfera de influência e a expressão militar desse irrelevante principado PRECISAM emanar de fora. Por si só, o Catar orbita irremediavelmente em torno do reino de Ibn Saud, sem espaço para grandes vôos, sunita que é, dividindo um estreito com a potência xiíta regional, o Irã, o que lhe exigiria uma política prudente e defensiva, longe da agressividade que esse pequenino reino tem demonstrado. No meu entender, o Catar representa a China, no Oriente Médio. Descaradamente.
Comentários
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Este escrevinhador se reserva o direito de detonar comensafada safados. Você é suficientemente grandidnho para ponderar com sensatez e não me vir com besteiras do tipo "criancinha coitada" etc. Não me irrite.